CAMERON DIAZ E O SEU GORACLE

O clima só pode mesmo estar a aquecer… Notem as mangas arregaçadas do Al Gore, também já chamado "Goracle", e notem, mas penso que já notaram, os bem repuxados calções da Cameron Diaz… Os calções, disse eu, e não as pernas que essas não estão repuxadas!

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Mas o que aqueceu mesmo foi o coração de Al Gore desde que o seu filme sobre o clima arrecadou mais de 50 milhões de dólares de receitas e ele lançou uma televisão e ainda se tornou presidente de um fundo de investimento e consultor da Google, sem abandonar, claro, o seu core-business, a cruzada climática para a qual formou já um bom exército de 10.000 voluntários, o "Climate Project"… E, claro, já nem refiro aquela boquinha estendida da Diaz, que não é coisa de todos os dias na vida mesmo de um Goracle!

AS 6 TECNOLOGIAS NECESSÁRIAS

À PROSPERIDADE DA INGLATERRA

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A Inglaterra identificou as seis teconologias vitais para a sua prosperidades, nos próximos cinco anos. O documento do Council for Science and Technology, intitulado  "Strategic Decision Making for Technology Policy Making"  isola, equaciona e aponta  "Six New Technologies Named as Vital to the  UK’s Future – Major Science Report" e já foi entregue ao secretário de Estado da Inovação, do governo de Gordon Brown, John Denham, que se pronunciou sobre os seus objectivos de modo claro: 

 

“I welcome this valuable report by the Council for Science and Technology. The UK is well known for its world-class science and technology. In order to translate this into wealth creation and social benefits we have to work to capitalise on new and lucrative technologies. It’s vital we exploit cutting-edge innovation to achieve global success."

 

O documento, que pode ser consultado aqui , merece uma leitura atenta e é também claro:

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"The six winning technologies span the breadth of the UK economy covering both the manufacturing and service sectors.  They are:

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         Carbon Capture and Storage – enabling coal and gas to be used for power generation without adding further to CO2 emissions;

 

         Disaster Mitigation Technologies – predicting, preventing and responding to the impact of disasters such as earthquakes, tropical cyclones and flooding;

 

         Plastic Electronics – developing a new generation of products, such as computing, sensors, flexible displays, solar cells and communication systems;

 

         Low Carbon Distribution Networks for Electricity Supply – enabling and stimulating large-scale, local electricity generation by renewable and low carbon technologies;

 

         Medical Devices – improving healthcare, targeting prevention, diagnosis, treatment and related technologies;

 

         E-health – delivering and enhancing health services through the internet and related technologies."

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O trabalho tinha sido solicitado pelo então Secretary of State for the Department of Trade and Industry, Alistair Darling, em Janeiro 2007!

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Os franceses já tinham, desde o ano passado, o seu estudo "France : quelles technologies clés pour ces prochaines années ? ". Agora, foi a vez de a Inglaterra assumir o seu. Os alemães, já sabemos, nestas matérias são silenciosos. Outros procuram fazer o mesmo. Dos USA chegam todos os dias sinais e trabalhos deste tipo. E, permitam a pergunta, alguém já terá lembrado que isto é necessário, imprescidível, mesmo? Claro que, se fôr para formar uma "comissão" como as costumeiras, é evidente que não vale a pena. Mas se José Carlos Zorrinho conseguisse pôr uma dúzia de cérebros notáveis e responsáveis a trabalhar o assunto… Este governo de Sócrates ficaria lembrado como o governo que introduziu inteligência na governação deste pobre país cuja "mãe de todos os seus défices" é… o défice de inteligência!

O GUARDIÃO VITAL MOREIRA

ou de como "com amigos destes…"

José António Lima, no seu "Dito e Feito", na contra-capa da última edição do "Sol",  faz uma demolição em regra de Vital Moreira e dos seus escolásticos arrazoados jurídico-políticos. Mas comete um deslize. JAL chama-lhe "zeloso guardião da verdade oficial do Governo"… Penso que há aqui, pelo menos, muita bontade de JAL. Ninguém de bom senso político investiria nessa personagem para tal função. De facto – e basta ler o resto que JAL escreve para ficar seguro disso – este estalinista "polícia do pensamento" desqualifica o que e quem apoiar. E, no caso vertente, ele com o seu zeloso "apoio" faz mesmo muito mal ao Governo Sócrates.  Talvez ele tenha decidido que (por algumas razões bem "objectivas"…) deveria desempenhar a função de "zeloso guardião da verdade oficial do Governo". Mas não acredito que alguém lhe tenha feito tal encomenda… E muito menos Sócrates. Que ninguém o mande calar é natural pois, graças à derrota de Vital Moreira e seus camaradas no "25 de Novembro" de 1975 (que se comemora daqui a 3 dias), existem, de facto, hoje "as mais amplas liberdades" de expressão…

Em DirectoA dura verdade dos factos

No seu zeloso papel de guardião da verdade oficial do Governo, o incansável, prolixo e sempre vigilante Vital Moreira veio dizer que as «bombásticas notícias» do SOL, sustentadas no relatório do Tribunal de Contas sobre a empresa Estradas de Portugal, continham «fantásticas falsificações e mistificações». Dando assim cobertura e insofismável crédito à pouco habilidosa (para não dizer mais…) tentativa de desmentido do ministro Mário Lino. Procurando explicar a discrepância entre as duas versões, a ‘bombástica’ e a governamental, Vital adiantou que a fonte do SOL era «o projecto de relatório do TC e não o relatório final». Ora, podendo hoje confrontar os ‘dois’ documentos, Vital Moreira já terá constatado que são apenas um e o mesmo, com as mesmas vírgulas, os mesmos e exactos números, as mesmas conclusões.

Apesar disso, Vital não se deu ao trabalho de repor a verdade dos factos. Nem de denunciar as fantásticas falsificações e mistificações ensaiadas por Mário Lino para desmentir o indesmentível. Antes pelo contrário. Na sua persistente actividade de polícia da informação (uma vocação que já exercia, com outras tonalidades e outros alvos, mas com idêntico afã, nos seus anos de militância no PCP), veio qualificar de «tabloidismo sensacionalista» outra notícia do SOL, que referia a existência de 415 pontes com anomalias graves. Também ela fundamentada num relatório da própria empresa responsável pela gestão e conservação das pontes. Quando os factos são inconvenientes, desmentem-se os factos…

Ao mesmo tempo que se ocupa a fiscalizar e desacreditar as notícias desagradáveis para o Governo, Vital Moreira fala de um «pseudo-estudo da CIP» e levanta a bandeira da Ota contra tudo e todos, diz que a actual carga fiscal não é excessiva e deita foguetes com o crescimento de 1,8% do PIB (o pior da zona Euro).

E o desemprego? Bem, quanto ao desemprego, Mário Lino esclareceu esta semana que, «apesar do aumento do número de empregos, não conseguimos ainda dar resposta, não só para aumentar o número de empregos daqueles que estavam desempregados, como ainda absorver aqueles novos que chegam ao mercado de trabalho»… Confusos? Vital Moreira conseguirá certamente, explicar.

Publicado por JAL |”

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ECONOMIA DO IMATERIAL

campo ainda desconhecido onde já se joga o nosso futuro

Sob a influência da internet, está a registar-se uma radical mutação nos nossos ecosistemas socio-económicos e a net será a primeira potência económica mundial antes do fim da década. Esta é a tese central de Denis Ettighoffer, no seu novo livro  "NetBrain", onde se defende ainda que a grande batalha da inteligência, pelo controlo, se vai livrar entre estados, entre empresas e entre estados e empresas… A economia do imaterial é, portanto, onde se está já a jogar o nosso futuro. E os países mais avançados da Europa estão, neste momento, no ponto em que estavam os USA nos… anos oitenta! Da posição/situação de Portugal nem vale a pena falar, tal é o atraso e, sobretudo, a ignorância do que está em jogo, da parte de políticos, universidades e empresas.

"La défense des patrimoines immatériels va devenir centrale"

 Denis Ettighoffer na NetEco

neteco.comConsultant en organisation spécialisé dans les NTIC, Président fondateur d’Eurotechnopolis Institut et Virtual Organisation Consulting (VOC) et auteur de nombreux ouvrages sur l’entreprise, Denis Ettighoffer dévoile "NetBrain", un nouveau livre consacré à l’économie de l’immatériel.

JB – Denis Ettighoffer, bonjour. 25 ans après votre livre sur l’entreprise virtuelle, vous publiez "NetBrain". Le roman vous semble plus adapté qu’un essai pour faire passer vos idées sur l’économie de l’immatériel ?

Denis EttighofferDE – En vérité, j’ai pris le parti d’écrire un essai car il me donnait plus de liberté pour décrire des phénomènes interdépendants et complexe sur l’économie de l’immatériel. Rapprocher le formidable développement de la Toile et les différents aspects de la netéconomie caractérisés par le développement des échanges des biens numériques ( donc des contenus) et leur influence sur les stratégies à la fois des opérateurs, des entreprises et des Etats, notamment en matière de propriété intellectuelle, nécessitait un écriture en long cours et globaliste. Il s’agit en effet d’analyser des écosystèmes sociaux-économiques en pleine mutation sous l’influence d’Internet. C’est la raison pour laquelle j’ai souhaité rappeller à chacun et d’entrée que la Toile serait la première puissance économique mondiale avant la fin de la décennie. Ce qui pèse de façon considérable sur les modes de création de richesses et les modèles économiques de nos entreprises. Il n’est qu’à voir les difficultés actuelle des éditeurs de musiques pour s’en faire une idée.

JB – Concrètement, qu’est-ce que ce Netbrain ? La bataille de l’intelligence se livrera t’elle entre Etats ? Entre entreprises ? Entre entreprises… et Etats ?

DE – Tout cela à la fois. Des entreprises essaient déjà d’évincer leurs concurrents en utilisant toutes les stratégies possibles offertes par les lois sur le droit des marques et des brevets. De ce point de vue, elles tenteront de s’emparer de biens immatériels pour leurs usages exclusifs. En d’autres termes elles vont tenter de transformer des biens numériques collectifs en biens numériques privés en pratiquant ce que j’appelle des "stratégies d’expropriation des savoirs" comme on le constate déja dans de nombreux secteurs comme les logiciels informatiques, les OGM ou le génome humain. De façon similaire, les nations vont tenter de se doter de blocs de compétences exclusives, ce qui fait monter en première ligne le braconnage international des compétences et une accentuation de la concurrence entre les grandes écoles et les laboratoires de R&D. La défense et l’acquisition des patrimoines immatériels de valeur va devenir l’objet central de l’intensification annoncée des batailles de l’intelligence… au grand bonheur des cabinets d’avocats.

JB – Le gouvernement français semble prendre conscience des enjeux de l’économie de l’immatériel et a récemment commandé un rapport sur le sujet à Maurice Levy. Qu’avez-vous pensé de ses conclusions ? Auriez vous de nouvelles recommandations ?

NetbrainDE – La qualité de ce rapport est d’avoir porté à l’attention du plus grand nombre un enjeu dont je suis convaincu qu’il n’est pas suffisament compris dans les états majors politiques et des entreprises. J’ai eu l’occasion de m’en expliquer lors de la fusion de Mital et d’Usinor. De ce point de vue je l’ai trouvé trés insuffisant sur les dangers et les enjeux auquels une nation comme la nôtre devra faire face. Je pense par exemple à la spéculation croisante sur les innovations et leurs effets sur la bourse, sur l’importance à accorder à la confusion entre découvertes ( qui favorise la biopiraterie) et les brevets ( qui assure la preuve d’une véritable activité inventive) ou encore au fait que la concurrence ne s’établit pas sur la quantité de savoir mais sur l’intensité des échanges et la libaralisation des idées et qu’il existe des méthodes et des outils pour en tirer parti.La France se trouve dans la même situation que les Etats-Unis dans les années 80, un immense savoir faire et mais insuffisament organisée pour le transformer, le promouvoir et le vendre. Un simple exemple. Au Canada des universités ont passé des contrats avec une société ( trader) spécialisée dans la valorisation et la commercialisation de leurs brevets. Ce qui leur facilite le financement de leurs dépôts et le suivi de la défense de leurs droits. Ce n’est pas le cas en France où les universités ont du mal à financer la protection et la commercialisation de leur R&D.

JB – Denis Ettighoffer, je vous remercie.

 

Pour aller plus loin

 

05/12 L’économie de l’immatériel va-t-elle doper la France ?

14/05 Marque & nom de domaine : Un actif immatériel stratégique pour l’entreprise

24/03 Pierre Chapignac, spécialiste de l’Economie de l’Immatériel »

ISTO VAI SER LINDO…!

Quem era o dirigente político português que hoje, ao almoço, em pleno Ganbrinus, exclamava um ameaçador "isto vai ser lindo", referindo-se à situação em que a evolução da conjuntura económica mundial coloca esta pobre, desarmada e falha de inteligência (económica e estratégica) economia aberta, à beira mar plantada e de costas voltadas ao dito…?  Ajuda: é um ex-dirigente de primeira linha recentemente "retornado" a dirigente de primeira linha, depois de uma larga travessia do deserto em que praticou outros "milagres". Vá lá, não é assim tão difícil… Mas a visão é muito reveladora!

 A Gestão Estratégica 

das Regiões na Europa

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pela  ADIT
 
Este "A Gestão Estratégica das Regiões na Europa" é um documento de leitura indispensável para quem quer saber em que Europa vive e muito interessante ainda pela análise que faz de Lisboa e pela posição em que nos coloca e mostra… Como em Portugal não há nada de comparável à ADIT, organismo de produção de inteligência estratégica, é o gabinete de José Carlos Zorrinho que tem de tomar conta do assunto e informar Sócrates.
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Claro que os maluquinhos da "regionalização" como panaceia para todos os males existentes e ainda os que venham a ser inventados têm todo o interesse em ignorar este tipo de documentos… A sua "fé" é incompatível com o conhecimento racional. Estas "regiões" de que fala a ADIT são outras que as da "regionalização". São coisa do mundo real e não do das efabulações políticas…
 
Já agora convirá também ler e conhecer outros documentos da ADIT (é de graça, aproveitem!), como, por exemplo, o " Le management stratégique des grandes métropoles des pays avancés" (que António Costa ganharia muito em conhecer e estudar…) e acompanhar as coisas no seu " Prospective et Veille Technologique".
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a ver  Aqui

Portugal ou o País em que

"ninguém é responsável por nada"

Medina Carreira continua sem papas na língua

"A democracia em Portugal é uma brincadeira em que ninguém é responsável por nada, não há responsáveis", afirmou Medina Carreira, num debate sobre a actual situação do País, em Gaia,  salientando que "o País apenas é governado com rigor durante um ano ou um ano e meio por legislatura", segundo refere a Lusa.

Medina Carreira traçou um quadro muito negativo de Portugal, considerando que a actual situação resulta de uma quebra acentuada no crescimento económico, num país em que "ninguém é responsável por nada".

Quem vence as eleições começa por tentar corrigir as promessas que fez na campanha eleitoral e, a meio do mandato, "começa a preparar as mentiras para a próxima campanha eleitoral. Com esta gente que temos, não podemos ter muitas esperanças (quanto ao futuro)".

Medina Carreira defendeu que "a raiz do problema" de Portugal resulta da quebra no crescimento económico. "Durante 15 anos crescemos seis por cento ao ano, entre 1975 e 1990 crescemos quatro por cento ao ano e de 1990 para cá estamos a crescer 1,4 por cento ao ano. Se não mudarmos de vida, o futuro exige meditação", frisou.

"Não há economia que aguente um Estado social com tudo para todos, desde o berço até ao túmulo", defendendo que esta concepção "está condenada".

Sobre as verbas europeias destinadas a Portugal através do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), Medina Carreira desvalorizando a sua importância. "Antes do QREN já vieram muitos milhões da Europa e veja-se o estado em que o País está".

Medina Carreira foi um dos participantes num debate sobre a situação do País e em que também participaram Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, e Pedro Arroja. Jorge Coelho, cuja presença tinha sido anunciada, faltou, assinala ainda a Lusa.

Dinossauros à porta da história
 
e bem vistos pelo "Macroscópio"

WEB 2.0 OU O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

ou como a batalha pelo controlo da nova ordem societal só ainda está a começar…

Atelier.frUma abordagem muito interessante das perspectivas de soft-power e perceptions management abertas pelo universo web 2.0, por um analista especializado, na La lettre de L’Atelier:

"Le web 2.0 ou l’illusion libertaire

Le web collaboratif semble faire voler en éclat les méthodes traditionnelles de contrôle médiatique. En fait, de nouvelles règles émergent s’inscrivant dans l’univers du "soft power", fondées sur la séduction et l’art de faire adhérer à ses idées et à ses projets.

Par Pierre Chapignac, analyste des impacts sociétaux des nouvelles technologies au cabinet Rivière Consult Associés. Publié le 14 Novembre 2007

Le contrôle social est lui-même remis en cause par le web 2.0. Et ceux que l’on suppose être les puissants sont désemparés. Comment les dircoms peuvent-ils maîtriser le discours des multinationales face aux propos incontrôlés des internautes se propageant comme des traînées de poudre ? Comment les patrons et leurs DRH vont-ils faire comprendre et partager leurs objectifs à leurs équipes alors que peuvent fleurir autant de blogs contestataires qu’il y a de salariés ? Les chefs de produits et les directeurs commerciaux ne sont-ils pas dans une situation tout aussi difficile face à la dynamique de prescription et de conseil entre internautes court-circuitant les systèmes de vente bien huilés ? Il faut se rendre à l’évidence : ni la puissance de feu des différents discours des élites ni la diffusion massive de contenus par les lieux de pouvoir ne peuvent endiguer les « petits tas de paroles massivement parallèles » de Monsieur Lambda et de Madame Machinchose.

En attente de nouveaux modes de fonctionnement

Le mythe libertaire du web, jardin d’Eden des pionniers du réseau va-t-il reprendre des couleurs ? Le fumet appétissant de la subversion émoustille sans doute les plus romantiques des internautes. Cependant, l’espoir de voir s’effondrer le vieux monde pour laisser triompher l’utopie n’a pas grand sens. Nous sommes au contraire face à une dynamique structurante. Le double mouvement de la numérisation et de la mondialisation crée des attentes, des usages, des pratiques, des manières de penser, des formes d’interactivité qui appellent de nouveaux modes de fonctionnement social. Nous assistons à l’émergence d’un nouvel ordre plus complexe et obéissant à des règles du jeu différentes. La situation n’est pas plus incontrôlable qu’avant. Mais elle ne se contrôle pas de la même manière. Quelles sont ces nouvelles règles du jeu ?

Le pouvoir c’est le contrôle des consciences

Rien n’est encore figé pour l’instant. Cependant, quelques principes se font jour. On ne peut plus se contenter d’imposer un discours, il faut savoir convaincre. On ne peut ignorer les critiques et les remises en cause. Il faut les accepter, y répondre avec subtilité et contre argumenter. On ne peut plus donner des ordres. Il faut faire comprendre et mobiliser. Il ne suffit plus de savoir, il faut maîtriser « la connaissance de la connaissance » pour guider ceux qui disposent désormais d’un libre accès au savoir. Etc., etc. Ces règles laissent supposer que les nouveaux modes de fonctionnement social impliquent une place plus importante au partage de la connaissance, au partage des projets et à la conscience individuelle. Cela ne peut que faire vibrer notre fibre humaniste. Mais, le visage avenant du soft power ne doit pas nous faire perdre de vue que la clé du pouvoir réside désormais dans le contrôle des consciences et qu’à ce titre, le web peut aussi être une arme redoutable. La bataille pour le contrôle du nouvel ordre sociétal ne fait que commencer !"

"Arroz… Já Te Dou o Arroz"

diz a SIC de Balsemão a Alcochete

 

com uns Maçaricos-de-bico-direito

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Assentaram praça na Ota estes passarocos e já estão mobilizados  contra a localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, muito por obra e graça dos meios do dr. Balsemão que, e isto que fique claro, nunca investiu, muito certamente, nada na região da Ota, nem em nome próprio nem de outros. Portanto, que ninguém comece por aí a Limosa limosapensar e dizer coisas, como até já ouvi dizer a propósito de um candidato às últimas presidenciais e que dizem as tais vozes desbocadas "só queria ser presidente para garantir a Ota".

"Cada maçarico-de-bico-direito pesa cerca de 300 gramas e mede à volta de 40 centímetros. Como a SIC revelou, podem voar a 500 metros de altura e em bandos que chegam a ter milhares de unidades. Neste caso, no caminho entre os dormitórios no estuário do Tejo e os arrozais de Benavente." No caminho, portanto, dos aviões… Que ideia esta de meter esses horríveis aviões a perturbar e massacrar estes pobres passarinhos comedores de arroz. Chamem já a Quer cus e abra-se um debate público sobre estes belos passarinhos e a sua imperiosa protecção!

Maçaricos… !?

Rota de colisão  entre aviões e maçaricos-de-bico-direito, uns comedores de arroz. E se fizessem um arroz de passarinhos com estes maçaricos…?!