Revelada, finalmente, a verdadeira foto de Merkozy!

Lara Stone em pose para o ‘Claro’, agora ainda ‘Mais Claro’

Uma Educação de Marine

Portugal sofre ainda do hábito salazarento dos salamaleques e dos ‘senhores doutores’ e ‘vossa excelência’. Sofre de um enorme medo do ridículo e tudo passa o tempo a ‘armar ao pingarelho’ para parecer gente séria (o que leva um amigo meu francês e bom conhecedor deste país a dizer que “os portugueses nunca são tão ridículos como quando querem parecer sérios”). Portugal é assim vítima, como escreve José Gil, de uma incapacidade de “inscrição”. E fica-se pelo ‘faz de conta’…  Esta acaba por ser a norma do (salazarento) “viver como habitualmente”. Às vezes, surgem excepções. Pedradas no pântano. Mas são raras. Tenho ainda bem presente como, regularmente, o engº Belmiro de Azevedo dos anos 80 e 90 agitava as águas com as suas salutares pedradas no pântano… Depois, este Belmiro desapareceu e voltou a pasmaceira “habitual”. Ontem, na revista ‘Sábado’, uma enorme pedrada no pântano, confesso, abriu-me um sorriso de orelha a orelha. Ver entrevista aqui.

“O Sacana do Espanhol”

E lembrei-me logo do engº Belmiro de há 15 ou 20 anos. Desde então que não ouvia nem lia nada assim. Nada com este desassombro, com esta naturalidade, com esta capacidade de chamar os bois pelos nomes e… sem mostrar uma pontinha sequer de medo de sair do”habitual” ou daquele ridículo que ainda parece assustar toda a gente neste “sítio cada vez mais mal frequentado”, como diz o ARF.

O engº Belmiro, eu conhecia-o bem e calculava com antecipação o que ele iria fazer/dizer em certas situações. Não é o caso deste entrevistado de ontem. Não o conheço e nunca o cumprimentei sequer. Por isso, a surpresa. Muito positiva e intrigante. De onde sai e como aparece, nesta paisagem empresarial e política portuguesa dominada pelos salamaleques, um homem que referindo-se ao seu sócio, diz “o sacana do espanhol” e que confessa que até lhe chamou “filho da puta”, numa certa situação?
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O engº Belmiro tinha subido a vida a pulso desde a casinha dos seus pais nos arredores do Marco até Harvard. Aquilo que os ‘senhores doutores’ (a entourage de Balsemão, por exemplo) chamavam “o desbragamento do madeireiro” era, portanto, facilmente explicável. Belmiro tinha aprendido na vida a não ter medo… Mas este? Este, que vem de uma das famílias mais ricas de Portugal e não precisou de subir a vida a pulso, que confessa que aos 20 anos já tinha comprado um ‘Porsche’, seria até normal que se tivesse tornado (como quase todos os outros) um betinho cheio de salamaleques. E, no entanto, surge como o contrário dessa normalidade “habitual”. Que pode explicar isto?

Este mistério fez-me ler a entrevista duas vezes. E lá vem, no meio da “estória”, a explicação. Longos anos nos Estados Unidos, os estudos secundários num colégio dirigido por dois ex-coronéis dos Marines, o marido da mãe também ex-oficial dos Marines que tinha uma filosofia simples de educação “queres ir para a universidade ao sol da Flórida pois vais para o frio de Boston” e que pôs o puto a aprender a vida a partir do escalão mais baixo… Assim se explicava este novo “Engº Belmiro”. Assim, estava desvendado o mistério de Nuno Vasconcellos. Assim se compreende o próprio nome do grupo “OnGoing” – Sempre a andar. Não me espantaria que num gabinete ou sala discreta da sede do grupo se encontre algures a divisa dos Marines: “Semper Fidelis“…

Quando um sociólogo estrangeiro olha para Portugal o que vê?

 
“Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais. Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união. Foi o país onde mais a CE investiu “per capita” e o que menos proveito retirou.

  CavacoCompanhia.jpg Cavaco & Companhia

“Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.

“Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.

“A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário.

“Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país.

“(…) na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação.

 
“Ora é aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países. Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o “chefe” recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.

 
“A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais-democratas e populares, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.

 
“Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, “non gratas” pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia. Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios”.

 
Foi isto que o sociólogo francês Jacques Amaury viu quando observou Portugal:

1.   O desbaratamento dos dinheiros europeus (e vá lá não desenterra a velha escandaleira FSE);
 
2.   Uma banca que é “o cancro endémico”
 
3.   A monstruosa Função Publica, factor de peso nos problemas do país;
 
4.   Uma ausência de elites
 
5.   Uma comunicação social alienante

Belo retrato do complexo neo-corporativo e salazarento, este que Amaury pinta.

The Army We Need
As Mudanças na Estratégia da Defesa Americana
Os EUA estão “num momento de transição”, diz Barack Obama na sua introdução às prioridades da Defesa americana para o século XXI, cujo objectivo é manter a liderança global. Pacífico e Ásia são definidos como prioridade. Cortes são anunciados mas, tudo o indica, atrás destes cortes esconde-se uma nova revolução tecnológica, capaz de quebrar a espiral de custos do equipamento e mesmo de baixar bastante esses custos, sem perdas de eficácia e mesmo com substanciais ganhos… Continua aqui, no "Inteligência Económica".

Entretanto, um outro blog, o "GrEaT sAtAn"S gIrLfRiEnD ", sintetiza e escalpeliza   a mudança proposta por Obama, aqui, em "the army we need"…
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TheArmyWeNeed.jpg The Army We Need

Depois do que se lê aqui, no 'Inteligência Económica', fica-se com vontade de fazer umas perguntas urgentes a certos senhores e fica-se sem saber se rir ou se chorar…   

A Sanidade Mental dos Políticos ou a proibição de fumar e a obrigação das noivas levarem cuecas

Os deputados deviam apresentar um certificado de sanidade mental, para se poderem candidatar. Tal como os membros do governo. Na ausência desse certificado, certas atitudes deixam-nos na dúvida…

Há dias, gente do governo português começou a sugerir dar um aperto na recente “lei do tabaco”, para a colocar a par dos “países mais avançados” (a expressão revela o complexo de parente pobre provinciano que essa gente tem em relação a um qualquer ‘estrangeiro’  rico). Ao mesmo tempo, um deputado brasileiro congemina uma proposta de lei para tornar obrigatório o uso, pelas noivas, debaixo do vestido, de… cuecas!

A paranóia reguladora da vida individual atinge um grau tal que a sua tradução política só se torna possível pelo totalitarismo. Essa gente diz-se toda animada de “boas intenções” e querem velar pela nossa saúde e pela nossa moral. Ou seja, querem impor-nos o que eles acham que é “saúde” e “moral”. Problema: ninguém os elegeu para isso e a Democracia não permite esse esmagamento do Indivíduo. Portanto, lá chegamos, pelas “boas intenções” ao inferno do totalitarismo! Quem disse que Orwell tinha exagerado no seu “1984”?

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Para rir (enquanto não é proíbido ou, pelo menos, regulamentado):

Proposta de lei quer banir as noivas sem cuecas

Um deputado brasileiro apresentou uma proposta para banir do altar noivas supersticiosas que acreditam que não usar cuecas no casamento traz sorte ao matrimónio.

Ozias Zizi alega que há um número crescente de mulheres na sua cidade Natal de Vila Velha que aparecem no altar sem nada debaixo do vestido de casamento.

Zizi explica que estas noivas acreditam que não usar cuecas no altar da igreja será positivo para a saúde do matrimónio, reporta o Daily Telegraph.

O membro do Partido Republicano brasileiro diz que a sua lei, que também impõe limites aos decotes das noivas, poderá poupar embaraço aos membros da igreja.

«Muitas mulheres acreditam que se não usarem cuecas no casamento, as suas núpcias serão asseguradas por mais tempo», explicou Ozias Zizi.

«A pessoa, de facto, pode casar-se de que forma quiser, mas no momento em que se entra num local sagrado, deve mostrar respeito. Não usar cuecas não pode ser», argumentou.

Quem considerou a proposta «ridícula» foi um pastor que conduz casamentos naquela localidade.

«Seria absurdo tentar fiscalizar que noivas estão ou não a usar cuecas», sublinhou.

 Face a isto, o Claro foi há procura deste fenómeno dos moralistas da treta e da lei seca. E encontrou-o. Como se prova pelas fotos abaixo.

Provadecuecasdanoiva-1.jpg Prova das cuecas da noiva
Ok… Esta pode casar.

Provadecuecasdanoiva.jpg Prova das cuecas da noiva
Dúvida metódica… velho exercício da prática filosófica muito recomendado pelo velho Descartes.

 

Provadecuecasdanoiva-2.png Prova das cuecas da noiva

Esta, claro, foi recusada e será lançada nas profundas do inferno onde há choro e ranger de dentes.

Passosprometecuecasparatodos.jpg
E, finalmente, last but not least, Passos Coelho traz a solução política!

A Profecia do Cisne Negro,
na 'art deco' de Louis Icart

AProfeciadoCisneNegro.jpg Leda, Europa e o Cisne Negro
A Leda Europa bem que tinha outros cenários possíveis, mas deixou-se ir ao encontro do Cisne Negro, como em seu tempo profetizara um homem da 'art deco', Louis Icart. Muitos outros cenários se lhe ofereciam, com belos cisnes brancos, como aqui se pode ver e de que se registam alguns exemplos (interditos a menores de 18).

http://pics.livejournal.com/aldanov/pic/006ctrwd

http://pics.livejournal.com/aldanov/pic/006czfg5

 

A ‘escola’ de guerra económica da Alemanha já vem de longe

 

Não seria pior se alguém por cá (neste sítio plantado à beira mar mas encalhado nos baixios da nacional-cretinice) dedicasse umas tardes de sábado a trabalhar as décadas de literatura alemã sobre a matéria "Europa" e a visão económica alemã da “Europa”… Há bom material para isso, desde o início do século XX, pelo menos, como se mostra aqui com a análise da obra fundadora da ‘escola’ de guerra económica da Alemanha. Uma ‘escola’ que, como se vê, já vem de longe…

 https://maisclaro.files.wordpress.com/2012/01/plan-de-guerre_2s.jpg
Le plan de guerre commerciale de l’Allemagne (1915)
 
30-09-2004 dans Lectures et bibliographies
 
‘Le plan de guerre commerciale de l’Allemagne’, de Stefan Herzog, Ingénieur Conseil Allemand,traite du plan de guerre commercial élaboré par l’Allemagne au début du 20ème siècle. Il fut traduit par un français, Antoine de Tarlé, qui dans sa préface écrivait : «Ce livre présentait les projets allemands pour entreprendre une lutte économique destinée à leur assurer la maîtrise commerciale du monde.Herbert Hoover qui fut Président des Etats-Unis reconnaissait dans l’introduction de l’édition américaine que l’auteur «… expose des plans ingénieux […] ce livre doit nous servir d’avertissement…» Contrairement à la France qui n’a pas su comprendre le danger que représentait cet ouvrage, l’Amérique après l’avoir analysé a su le mettre en pratique en s’appuyant également sur les discours de Monroe (1823) et de Théodore Roosevelt (1904).
L’ouvrage fut publié en Allemagne en 1915…
 
Parce que le décryptage du présent se nourrit toujours d’une méditation approfondie de l’histoire, et donc des œuvres intellectuelles du passé, le retour sur quelques grands textes fondateurs se révèle systématiquement utile. A cet égard, Le plan de guerre commerciale de l’Allemagne, publié en 1915 par Stefan Herzog, demeure une analyse digne du plus grand intérêt. Certains ouvrages semblent – malgré eux – s’évertuer à démontrer l’improbable loi selon laquelle un succès d’édition est inversement proportionnel à son importance historique. C’est du moins ce qu’inspire le bref destin de l’ouvrage de stefan Herzog, paru en 1915 à Zürich pendant la Grande Guerre, intitulé Le plan de guerre commerciale de l’Allemagne. Ce livre est fondateur à plus d’un titre. .
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Pour la première fois, les règles d’une certaine forme de guerre économique opposant les principales puissances européennes dès la fin du XIXème siècle furent clairement édictées (sous la forme d’une stratégie globale qu’il serait naïf et dangereux d’ignorer). « Tout commerce est une guerre » écrit l’auteur, ce qui l’amène logiquement à concevoir, pour paraphraser Clausewitz, que le commerce est la continuation de la guerre par d’autres moyens. Dit autrement, c’est la notion de paix qui s’en trouve singulièrement circonscrite et relativisée. Les nations et les alliances sont en état de guerre permanent, et même les neutres doivent être, à leur insu, utilisés pour conquérir de nouveaux marchés.
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Le contexte de la parution du livre est à bien des égards très éclairant. En 1915, les belligérants entament leur deuxième année de guerre. Les espoirs d’une victoire rapide se sont évanouis de part et d’autre. La réalité d’une guerre longue, exigeant un effort de rationalisation du ravitaillement, s’est peu à peu imposée, et les Etats se trouvent subitement dans l’obligation d’intervenir directement pour organiser la mise en place d’une économie de guerre.
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Dans leur sillage, divers organismes font leur apparition. En Allemagne, W.Rathenau dirige le Service des matières premières stratégiques (Kriegsrohstoffabteilung), créé dès le 13 Août 1914 sous l’égide du ministère de la Guerre pour faire face au blocus de l’Entente. Son but est de contrôler les prix et d’organiser la répartition des matières premières entre les différentes branches industrielles. Ce rôle nouveau de l’Etat est pour l’auteur une révélation. «La guerre a créé des conditions nouvelles qui détermineront dans l’avenir le commerce d’exportation de l’Allemagne » prévient-il dès la préface.
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Désormais, à l’image des Etats-majors, l’Etat doit se muer en stratège des conquêtes commerciales à venir. A aucun moment Herzog ne doute de la victoire finale de l’Allemagne. Il prend néanmoins en considération l’état probable des opinions publiques nationales, hostiles à l’Allemagne. Dans ces conditions, tout sera bon pour déjouer les réticences à l’importation de produits allemands : de la propagande au camouflage des marques en passant par le dumping, la protection des brevets, les fonds de garantie et l’enrôlement des diplomates dans des formes feutrées d’espionnage industriel…
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En somme, l’auteur explorait toutes les dimensions du nouveau conflit protéiforme, en posant au passage les fondements d’un véritable machiavélisme économique (pourvu qu’il serve les intérêts allemands, aucun moyen n’était a priori écarté, pas même le non respect des traités).

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Cet aspect de l’ouvrage en particulier n’a pas laissé indifférents les traducteurs américains du texte d’Herzog. Ils furent d’ailleurs les premiers à prendre conscience de l’importance du livre et publièrent dès 1918 une traduction anglaise (avant même la fin des hostilités). Parmi eux figurait le futur président républicain Herbert Hoover, qui était à l’époque en charge de l’US Food Administration, organisme clé de la suprématie matérielle des Alliés.
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Dans son introduction à la démonstration d’Herzog, le jugement moral face à la déloyauté allemande, l’effroi face au projet de mobilisation militaire de l’ensemble de la société allemande – si contraire au libéralisme américain d’alors –, le disputaient à l’analyse lucide de la fécondité de propositions aussi audacieuses. En 1918, les Etats-Unis prennent conscience de leur nouveau statut économique mondial, et les mesures préconisées par Herzog vont trouver dans le Nouveau Monde une terre propice à leurs plus belles floraisons.

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La réception américaine du premier ouvrage théorique sur la notion de guerre économique, élevée ainsi au rang de préoccupation majeure de l’Etat fédéral, n’eut hélas pas d’équivalent en France. La version anglaise fut pourtant très tôt repérée par A. de Tarlé, son traducteur (avant qu’il n’ait entre les mains la version allemande), alors secrétaire général de la chambre de commerce de Lyon. Dès avant la guerre, Tarlé était au fait des ambitions commerciales de l’Allemagne. Lui aussi comprit l’importance capitale du livre d’Herzog.
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Pourtant, son analyse resta prisonnière du contexte français de l’après-guerre (l’ouvrage est publié en 1919 chez Payot). Tarlé y voyait la confirmation de ses craintes antérieures, et une justification supplémentaire à la nécessité d’écraser économiquement l’Allemagne par le biais du traité de Versailles.
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S’il proposait, à la fin de sa préface, de « retourner contre elle [l’Allemagne] les conditions qu’elle prétendait nous imposer », il ne se départit cependant pas d’une vision défensive : « Instruits par les Allemands eux-mêmes des moyens qu’ils comptaient employer dans la lutte, écrivait-il, nous sommes bien armés pour les combattre et, si déloyaux que soient leurs procédés, nous n’avons plus à les redouter, du moment que nous les connaissons ».
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Dans l’aveuglement d’une victoire pourtant chèrement payée, la réception française de l’ouvrage se borne à préconiser l’édification d’une ligne Maginot économique, loin des nouvelles voies proposées par Herzog, qui eussent jetées en France les bases de l’intelligence économique. Outre-Atlantique, au contraire, le message fut promptement assimilé, et nul doute que nous payons aujourd’hui encore des erreurs d’appréciation datant bientôt d’un siècle…

 

Vincent Villeroy

 

CONA, TINTO, GRANDE RESERVA

A Europa perdeu a sua preponderância (também) no mercado dos vinhos, na segunda metade do século XX. Neste início do século XXI – e muito embora os portugueses não o tenham ainda percebido e continuem a fazer como "habitualmente", segundo o princípio salazarento, o mercado global do vinho é outro e muito diferente do que era. E a merecer um bom trabalho (não confundir, por favor, com um "estudo"…) de Inteligência Económica. Além da Califórnia, novas e fortes potências surgiram a sul do Equador: África do Sul, Austrália e, sobretudo, o Chile. Chile de onde chega este tinto, da casta cabarnet sauvignon, uma grande reserva que dá gosto beber: o Cona! Parece que a colheita de 2010, que chegou agora ao mercado, foi um grande sucesso. Ainda não a provei, mas há tempo…    
ConaChileGranReserva.jpg Cona, Gran Reserva

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